Dr. Guilherme Sanches Humel (Cirurgião-Dentista)

Dr. Guilherme Sanches Humel

CRO-SP 105794

Reabilitação Estética com Coroas Livres de Metal, Cerâmica Feldspática: Relato de Caso Clínico

  Caso clínico de Prótese Dentária     Há 12 anos

Figura 1 – Aspecto inicial do sorriso.

Figura 2 – Aspecto inicial, vista oclusal da arcada superior.

Figura 3 – Preparos realizados nos incisivos centrais e laterais superiores.

Figura 4 – Provisórios confeccionados no laboratório de prótese.

Figura 5 – Paciente com provisórios, sorrindo.

Figura 6 – Paciente com provisórios, lábio em repouso.

Figura 7 – remoção do colar gengival.

Figura 8 – Retalho total.

Figura 9 – Uso da maxicut para osteotomia.

Figura 10 – Reposicionamento do retalho.

Figura 11 – Sutura do reatalho.

Figura 12 – Seleção da cor para restauração.

Figura 13 – Restauração dos elementos 13 e 14.

Figura 14 – Restauração do elemento 23 e 24.

Figura 15 – Resultado final, aspecto frontal do sorriso.

Figura 16 – Resultado final, aspecto incisal e palatino.

Figura 17 – Resultado final, aspecto frontal do sorriso em oclusão.

Figura 18 – Resultado final, paciente com lábio em repouso.

Figura 19 – Resultado final, aspecto frontal, paciente sorrindo.

Figura 20 – Resultado final, vista lateral.

Resumo

Paciente C.A.F. 54 anos, sexo feminino, compareceu na faculdade de Odontologia de Araraquara insatisfeita com as condições estéticas do seu sorriso, relatando que não conseguia sorrir, por sentir vergonha de seus dentes. Paciente na anamnese relatou que seu desejo era extrair os incisivos superiores e fazer uso de uma prótese parcial removível. Dentre os achados relevantes, encontrou-se que o paciente apresentava bom estado geral de saúde e não possuía hábitos nocivos. No exame clínico inicial foram observados Incisivos com coloração insatisfatória, grandes recessões e restaurações extensas, infiltradas e manchadas (figura 1). Todos os incisivos apresentavam tratamento endodôntico satisfatório.

Em uma vista oclusal, foram observadas restaurações de amálgama, que não a incomodavam, e estas apresentavam função satisfatória. A paciente relatou sentir aspereza com a língua “atrás” dos seus incisivos, os quais apresentavam restaurações mal adaptadas e insatisfatórias (figura 2).

O tratamento proposto para o paciente, e aceito pelo mesmo, foi a confecção de coroas metal free nos elementos 12, 11, 21 e 22, e restauração dos elementos 13, 14, 23 e 24 (classe V).

O tratamento se iniciou com os preparos dos incisivos superiores para receber coroas metal free, utilizando-se as fresas e normas preconizadas pela disciplina de Prótese Parcial Fixa, da Faculdade de Odontologia de Araraquara – FOAr UNESP (figura 3). Os preparos dentais foram realizados respeitando-se os princípios estéticos, biológicos e mecânicos. Primeiramente, com a broca MF 3099 (KG Sorensen) de 1,4mm de diâmetro, confeccionou-se um sulco marginal cervical vestibular, com o diâmetro de 1,0mm em média (2/3 da fresa) e outro na região palatina com 0,7mm em média (metade da fresa).

Foram confeccionados sulcos de orientação nas faces vestibular e lingual com a ponta diamantada MF 3099 (KG Sorensen), respeitando-se a inclinação dos terços cervical, médio e incisal do elemento dental, com profundidade de 3/4 da ponta diamantada. O preparo proximal foi efetuado rompendo-se o ponto de contato com a broca 3113 (KG Sorensen). Foi realizada a união dos sulcos de orientação com uso das mesmas brocas. Na concavidade palatina, o preparo foi realizado com broca em forma de chama, 3118 (KG Sorensen). A redução da borda incisal foi de aproximadamente 2mm, realizado com a ponta MF 3099 (KG Sorensen). O preparo subgengival foi realizado nas áreas estéticas, com muito cuidado, por meio do uso da ponta MF 3099 (KG Sorensen), promovendo-se um aprofundamento subgengival de no máximo 0,7mm. O acabamento foi realizado com pontas especiais para acabamento, para se obter paredes com o mínimo de rugosidade perceptível. É importante para próteses metal free evidenciar o ângulo vivo da margem cervical.

Com os preparos realizados foram colocados os provisórios (figura 4) em posição. Com os provisórios em posição, foram analisados os conceitos estéticos no sorriso da paciente, com a paciente sorrindo (figura 5) e paciente com lábio em repouso (figura 6).

Após a instalação dos provisórios, foi realizada cirurgia periodontal de aumento de coroa clínica na região dos incisivos superiores, para regularização das margens gengivais e amenização do sorriso gengival da paciente. Como parte do planejamento multi-disciplinar das áreas de dentística e periodontia optou-se pela gengivectomia com remoção de colar gengival seguida por retalho total até a região de mucosa (figuras 7 e 8). Com o auxílio de uma fresa esférica do tipo maxicut (figura 9) foi feita a osteotomia da parede vestibular, diminuindo a espessura e volume ósseo. Por meio da mesma fresa o operador realizou osteoplastia, confeccionando levemente sulcos entre as raízes dos dentes, devolvendo dessa maneira o contorno estético e fisiológico. Após os procedimentos, o retalho foi reposicionado e estabilizado por meio de suturas simples nas regiões de papila (figuras 10 e 11). O objetivo das técnicas cirúrgicas associadas (gengivectomia/retalho total/osteotomia e osteoplastia) foi aumentar a coroa clínica e diminuir o volume e a espessura da tábua óssea vestibular e assim conseguir melhores condições para o correto preparo protético, além de alcançar um sorriso mais harmônico e satisfatório para a paciente.

Como proposto, foram realizadas as restaurações com resina composta, classe V, nos elementos 13, 14, 23 e 24. Primeiramente foi feita a seleção da cor, de acordo com os dentes inferiores (figura 12). E posteriormente a restauração destes elementos (figuras 13 e 14).

Na sessão seguinte os dentes que sofreram a cirurgia periodontal tiveram seus términos cervicais repreparados e foi então realizada a moldagem dos preparos, utilizando-se silicona de condensação leve e pesada. A cor da cerâmica foi selecionada e foi solicitado ao laboratório a confecção de 4 coroas de cerâmica feldspática. Na sessão seguinte foi realizada a cimentação das coroas livres de metal com o cimento Rely X ARC (3M/ESPE). Após a finalização do processo de cimentação e ajustes funcionais necessários, constatou-se o resultado satisfatório do procedimento reabilitador (Figuras 15, 16, 17, 18, 19 e 20).

Conclusão

De acordo com a literatura pesquisada e a experiência clínica, constatou-se que o uso de cerâmica feldspática para restauração de dentes anteriores superiores constitui-se como uma excelente alternativa funcional e estética, é claro, sempre seguindo rigorosamente o seu protocolo clínico de utilização. Portanto com um trabalho rigoroso nos detalhes, juntamente com outras áreas da odontologia, como a periodontia e a dentística, a cooperação do paciente, com as novas técnicas adesivas e cimentos resinosos, tal restauração se mostra altamente satisfatória para o profissional e principalmente para o paciente no seu resultado final.

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