Artigo, Quinta, 26 de Agosto de 2010

Biossegurança -Estufa Vs Autoclave

Biossegurança -Estufa Vs Autoclave

ESTUFA

A TEMPERATURA INDICADA NO TERMOSTATO, NORMALMENTE LOCALIZADO NA BASE DA ESTUFA, NÃO CORRESPONDE À TEMPERATURA DO INTERIOR DA ESTUFA, TAMBÉM CHAMADA DE " TEMPERATURA REAL". Por este motivo, é necessária a utilização de um termômetro longo que deve ser colocado no suspiro, situado na parte superior da estufa. Para regular a estufa em 160ºC, procede-se da seguinte maneira

:• Ligar a estufa e colocar o "dial" na temperatura máxima (250ºC). O termômetro de mercúrio deve estar em posição para aferir a temperatura " Real".

• Após um período que varia de 30 a 40 minutos, o termômetro irá registrar a temperatura de 160ºC. Neste momento, volta-se o dial até que a luz piloto se apague, indicando a interrupção da corrente elétrica. Com o dial nesta posição, a temperatura vai permanecer entre 159º a 164º C, dependendo da sensibilidade do par termo-elétrico do termostato.

• Então, pode-se marcar na parede da estufa a temperatura desejada, indicando a correspondência entre a temperatura da estufa e a temperatura real , existente no seu interior.

• Observar que a temperatura da estufa será de aproximadamente 185º a 190º C , quando a temperatura do termômetro de mercúrio (temperatura real) for de 160º a 165º C, que é a desejada.Esta discrepância de cerca de 30º C, talvez se deva à proximidade existente entre a resistência elétrica da estufa e o dial, tornando falhos os processos de esterilização em que o termômetro de mercúrio não é utilizado.

RECOMENDAÇÕES

• Seu funcionamento consiste na produção de calor gerado por resistências elétricas. A temperatura dentro da câmara não é uniforme devido à diferença de densidade entre o ar frio e quente. Por meio da movimentação do ar no interior da câmara (em ondas), ocorre a circulação do ar aquecido, elevando a temperatura.

• A estufa, na prática, ainda é o método de escolha para esterilização de instrumentais metálicos utilizados em odontologia. Através deste método não é possível esterilizar materiais plásticos ou outros materiais termossensíveis, assim como não é recomendável esterilizar roupas, papel, nem instrumentos metálicos cortantes.

• A esterilização pelo calor seco requer altas temperaturas e longo tempo de exposição, em virtude da lenta propagação de calor através do material. Portanto este agente esterilizante só deve ser utilizado quando o contato direto do material com vapor sob pressão é indesejável ou inadequado.

• Mantenha um termômetro de bulbo acoplado à estufa introduzido no local apropriado para este fim.

• Não sobrecarregue o equipamento. Deixe espaço suficiente entre as caixas para haver uma adequada circulação de calor.

• Não é permitido o empilhamento de caixas em cada prateleira.

• Não use caixas grandes e sobrecarregadas com instrumentais. Os artigos contidos no interior das caixas devem ter um limite de volume que proporcione a circulação do calor. Se utilizadas caixas maiores, contendo grande volume de artigos, recomenda-se envolver cada instumental ou kits em papel alumínio para reduzir a possibilidade de contaminação na retirada dos instrumentais.

• Preferencialmente as caixas devem conter kits de instrumentais a serem usados integralmente em cada procedimento. Para isto, utilize caixas pequenas, individuais.

• Comece a contar o tempo (mínimo 1 hora) após ter sido atingida a temperatura de 170ºC no termômetro de bulbo. (160ºC - 2 horas / 150ºC - 3 horas).

• Nunca abra o equipamento para introduzir uma nova caixa de instrumental, se isto acontecer o tempo de aquecimento tem que ser reiniciado, pois do contrário a esterilização não é obtida.

• O ponto mais frio da estufa é o seu centro. Não coloque caixas nessa região.

• As caixas metálicas deverão ser fechadas antes de serem colocadas na estufa.

• Todos os materiais devem ser esterilizados dentro de recipientes metálicos.

• Os materiais esterilizados em estufa poderão ser armazenados para posteriores utilizações, desde que as cubetas não sejam abertas e recontaminadas.

• É importante colocar um pedaço de fita adesiva marcadora para estufa na tampa das cubetas e fita comum constando identificação do material e data da esterilização.

• Para uma efetiva esterilização dos materiais, a estufa deve ser mantida fechada ininterruptamente durante 60 minutos com a temperatura a 170° C, ou 120 minutos com a temperatura a 160° C, ou seja, a porta NÃO deve ser aberta neste período

• Faça a esterilização em centrais especializadas (no caso de você não ter um autoclave disponível) dos materiais que são incompatíveis com a estufa ou esterilização química, como por exemplo, gaze, algodão, canetas de alta rotação, contra-ângulos, etc.

• Após o término do ciclo a estufa deve ser desligada para o resfriamento gradual e lento da carga. A retirada da carga ainda quente para uma superfície fria, pode ocasionar a condensação de vapor e retenção da umidade.

• Faça testes biológicos semanais registrados de acordo com a recomendação do Ministério da Saúde (Baccilus subtilis)

• As pontas diamantadas submetidas ao processo de esterilização em estufa apresentam sempre o melhor desempenho de corte em relação a outros processos. É fundamental seguir critérios rigorosos de segurança e pré-limpeza dos instrumentos a serem esterilizados, a fim de retirar incrustações de tecidos humanos.

• Abrir Planilha de Controle de Esterilização:

Fase I

-Aquecimento da Estufa

Hora - Início ------- Final - Temperatura

Fase II

- Esterilização da Carga

Hora - Início ------------Final

Final Fase III

-Resfriamento

Hora Retirada do Material

• A validade para esterilização por este método é de 7 dias.

AUTOCLAVE

O calor úmido oferecido pela autoclave é um meio efetivo para esterilização e vem conquistando o mercado brasileiro, principalmente pelo menor tempo gasto no ciclo de esterilização. Existem autoclaves totalmente automáticas de pequeno tamanho e que realizam a esterilização em apenas 03 minutos, numa temperatura de 134ºC, com 02 atmosferas de pressão. Desta forma, somando-se o tempo de aquecimento e esfriamento, o ciclo de esterilização se completa em cerca de 09 minutos. GUANDALINI (1997) ressalta ainda que não basta ter um bom equipamento, é necessária manutenção periódica e controle com testes biológicos realizados semanalmente.COTTONE (1991) confirma que os procedimentos devem ter uma duração relativamente curta, de modo que haja tempo hábil entre um e outro uso, permitindo um ciclo completo de esterilização.

RECOMENDAÇÕES:

- obediência à indicação do fabricante com manutenção preventiva, no mínimo semanal.

- conhecimento e pratica da distribuição dos pacotes em relação à posição dos mesmos e ao tipo de material submetido ao processo; Disponha os pacotes paralelamente uns aos outros, com espaços de pelo menos um centímetro, entre um e outro. Este cuidado favorece a circulação de vapor e facilita a secagem.

- para invólucros o uso de tecido de algodão cru, embalagem de papel crepado ou de papel grau cirúrgico.

- a monitorização deve ser realizada por testes biológicos semanais.

- identificação visual dos pacotes com fita termossensível, para assegurar que o pacote passou pelo calor.

- registro de controles de pressão interna e externa das câmaras, da pressão negativa e temperaturas a cada ciclo de esterilização.

- As pontas de alta rotação são focos potenciais de contaminação, por este motivo, os pesquisadores sugerem que ao adquirir novas peças de mão, dar preferência às pontas autoclaváveis, por acreditarem que em pouco tempo será exigida uma ponta autoclavável para cada cliente atendido.

-Para a realização da esterilização de peças de mão é necessário o uso de calor úmido, oferecido pelas autoclaves.

• Gaze e algodão devem ser embalados em porções individuais para cada paciente.

• Campos, capotes e tecidos em geral deverão ser embalados individualmente.

• Materiais pequenos e/ou leves como cânulas, devem ser obrigatoriamente embalados.

• Brocas e limas possuem embalagens apropriadas, que as protegem no processo de esterilização. Se não houver a disponibilidade das mesmas, embale-as em pequenos vidros (vazios de penicilina devidamente limpos) de acordo com a utilização, fechadas com mechas de algodão com a abertura virada para baixo.

• As caixas e bandejas deverão ser totalmente perfuradas de modo a permitir a circulação de vapor e facilitar a secagem. Depois, embaladas com papel grau cirúrgico ou papel crepado ou compôs de algodão. A utilização de caixas não é obrigatória, porém protege o instrumental e integridade da embalagem uma vez que muitos são pérfuro-cortante.

• Se você quiser esterilizar bandejas não perfuradas, esterilize-as separadas dos instrumentais com espaços entre elas para permitir que circule o vapor

.• Os pacotes devem ser pequenos e compatíveis com os atendimentos (jogo clínico, jogo de periodontia, etc.) evitando reprocessamentos desnecessários dos materiais não utilizados.

• Os pacotes devem ser bem confeccionados e bem lacrados, impedindo que se abram durante o processo de esterilização.

• Os pacotes não deverão ter excesso de ar, pois dificulta a entrada de vapor.

• As pontas dos instrumentais pérfuro-cortantes deverão ser protegidas com gaze ou algodão para evitar que furem os pacotes, inutilizando-os.

• O profissional que estiver fazendo uso de autoclavação para uso imediato poderá prescindir do invólucro final, lembrando que todas as medidas de controle devem ser tomadas e só é aconselhável para materiais semi-críticos. O que se obtém logo após a autoclavação é uma esterilização que pela falta de embalagem não se conserva ao longo do tempo, sendo depois então considerada uma desinfecção de alto nível.

• As embalagens de papel grau cirúrgico e papel crepado não devem ser utilizadas mais de uma vez. Elas são descartáveis. Os campos de pano devem ser lavados após cada esterilização, permitindo abertura da fibras do tecido.

• A esterilização deve ser repetida se o pacote estiver danificado (rasgado, furado, aberto), se apresentar umidade ou gotículas aparentes de água, ou se o marcador físico não estiver com a cor alterada.

• A água utilizada no reservatório da autoclave deve ser filtrada ou destilada. A qualidade da água e do vapor interferem na conservação e durabilidade dos instrumentais, podendo ocasionar manchas e corrosão.• Deve ser levado em consideração o uso em pequeno espaço de tempo da grande maioria dos instrumentais odontológicos, o que não acontece com outros materiais hospitalares.

Lembre-se: a autoclave não é uma “estufa rápida” e exige procedimentos próprios e diferenciados.

• A validade para esterilização por este método é de 7 dias.

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