Artigo, Terça, 05 de Abril de 2011

O Cirurgião Dentista e o Sarampo

O que é?

Doença infecciosa aguda do sistema respiratório, altamente contagiosa, usualmente de evolução benigna, cuja principal complicação é a broncopneumonia.

Qual o agente envolvido?

Vírus pertencente ao gênero Morbillivirus, família Paramyxovirida

Quais os sintomas?

Os principais sintomas são: febre alta, manchas vermelhas pelo corpo (exantema), mal-estar geral, coriza, conjuntivite e tosse com catarro. Nas fases iniciais da doença, podem ser observados pequenos pontos brancos, circulados por uma região vermelha, localiza-dos na parte interna das bochechas.

Como se transmite?

Através de secreções respiratórias expelidas pelo paciente infectado ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Devem ser evitados ambientes fechados, que favorecem a contaminação.

Devido à forma de transmissão do vírus é importante que a equipe odontológica fique atenta aos sintomas apresentados pelos pacientes.

Definição de caso suspeito de sarampo:

“Todo paciente que, independente da idade e da situação vacinal, apresentar febre e exantema maculopapular, acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite; ou todo indivíduo suspeito com história de viagem ao exterior nos últimos 30 dias ou de contato, no mesmo período, com alguém que viajou ao exterior”.

Imunização:

  • Calendário vacinal do Programa Estadual de Imunização – Tríplice (SCR*)
  • Crianças até 6 anos de idade: 1ª dose aos 12 meses e reforço entre 4 e 6 anos.
  • Crianças maiores de 7 anos e adolescentes até 19 anos**: aplicar uma dose da vacina tríplice viral na visita ao posto de vacinação e uma segunda dose 2 meses após (intervalo mínimo de 30 dias).
  • Adultos entre 20 e 50 anos**: aplicar uma dose da vacina tríplice viral na visita ao posto de vacinação, para as pessoas nascidas a partir de 1960.

Panorama da doença no Brasil

Desde julho de 2010 surtos de sarampo foram notificados em três estados brasileiros. O primeiro deles notificado teve início em 07 de julho no Pará, onde a avaliaçãode 58 suspeitos resultou na confirmação de três casos, em indivíduos de 18 e26 anos, não vacinados de uma mesma família, sem história de deslocamento.

O genótipo D4, circulante na Europa e América do Norte, foi identificado em dois casos. O último caso suspeito, sem confirmação laboratorial, teve início dos sintomas na semana epidemiológica 34 (22 a 28 de agosto/10).

A partir de 7 de agosto de 2010, no Rio Grande do Sul foram investigados 51 suspeitos e houve a confirmação laboratorial de sarampo em oito casos, sendo seis em indivíduos não vacinados. Os dois casos iniciais tinham história de viagem a Argentina, durante período de circulação de vírus importado da África do Sul (B3) naquele país.

Em 21 de dezembro de 2010, a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba atualizou a situação epidemiológica da doença no estado, com a notificação de 222 suspeitas da doença, sendo que 61 foram confirmadas. Todas as pessoas que tiveram a doença foram infectadas durante estada em João Pessoa (www.saude.pb.gov.br).

O Estado de São Paulo não apresenta circulação endêmica de sarampo desde 2000. Nos anos de 2001, 2002 e 2005, registraram-se quatro casos confirmados de sarampo importados ou vinculados à importação. Em Campinas no dia 1/02/2011 o GVE notificou caso suspeito de sarampo, em adulto, masculino, 41 anos, profissional de saúde, sem documentação de vacina tríplice viral, residente no município de Campinas, com história de febre em 24/1/2011; exantema em 30/1/2011, tosse e hiperemia conjuntival; procurou atendimento médico em hospital particular, onde foram feitas as hipóteses diagnósticas de Sarampo e Dengue, sendo coletada em 31/1/2011 sorologia para sarampo com resultado IgM reagente, realizado no Instituto Adolfo Lutz.

Em 4/2/2011, a coleta de material para isolamento viral (sangue total e urina), apresentou resultado de sorologia para Sarampo IgM e IgG reagentes. A identificação viral e o seqüenciamento realizados pelo Laboratório de Referência Nacional (Fiocruz-RJ) revelaram PCR positivo para o vírus do sarampo e genótipo D4, similar à vírus circulantes na Europa.

A evidência de caso confirmado de sarampo no Estado de São Paulo após cinco anos, a ocorrência da doença em outros países, a identificação no ano anterior de casos importados em estados brasileiros, o retorno dos feriados de carnaval quando muitos jovens viajaram pelo Brasil ou para o exterior, reforçam o ALERTA e atenção aos casos suspeitos de doença exantemática, para que se mantenha assegurada a interrupção da circulação do vírus identificado.

Vigilância Epidemiológica:

Recomenda-se fortemente às Vigilâncias Regionais e Municipais de Saúde:

Alertar seus equipamentos públicos e privados (unidades de saúde de baixa, média e alta complexidade), por todos os meios de comunicação possíveis, para que os profissionais de saúde tenham especial atenção aos casos suspeitos de doença exantemática. Estes devem ser imediatamente notificados e investigados para verificar se são casos suspeitos de rubéola e/ou sarampo e/ou dengue.

Na detecção de casos suspeitos deve se:

  • Orientar o paciente a procurar um serviço médico para diagnóstico, tratamento e notificação se indicado;
  • Orientar a comunidade sobre medidas de higiene para diminuir a disseminação da doença.
  • Reforçar vacinação de profissionais que atuem no setor de turismo, motoristas de táxi, funcionários de hotéis e restaurantes, e outros que mantenham contato com viajantes.
  • Fortalecer a vacinação dos profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, dentistas e outros), uma vez que têm sido notificados casos suspeitos e confirmados nestes profissionais sem histórico de vacina.Fortalecer a vacinação dos profissionais da educação.
  • Orientar ao viajante que retorna. Se apresentar febre e exantema evitar .

ATENÇÃO:

Notifique todo caso suspeito de sarampo à Secretaria Municipal de Saúde e/ou à Central de Vigilância/CIEVS/CVE/CCD/SES-SP no telefone 0800 555 466 (plantão 24 horas, todos os dias) e/ou no e-mail: notifica@saude.sp.gov.br Informações atualizadas sobre vigilância do Sarampo: Guia de Vigilância Epidemiológica, 7ª. Ed., 2009 - Sarampo

http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/gve_7ed_web_atual_sarampo.pdf

Links de interesse:

http://www.eurosurveillance.org

http://new.paho.org/

http://www.saude.gov.br/svs

http://www.cve.saude.sp.gov.br

Suplemento da Norma Técnica do Programa de Imunização- SP/2011

http://www.cve.saude.sp.gov.br/htm/imuni/pdf/imuni10_suple_norma_rev.pdf

Documento elaborado e atualizado pela Equipe Técnica da Divisão de Doenças de Transmissão Respiratória/CVE/CCD/SES‐SP, e colaboração da Divisão de Imunização/CVE/CCD/SES‐SP, versão W; março de 2011, São Paulo, Brasil.

Angela Maria Aly Cecilio e Yara Yatiyo Yassuda

Cirurgiãs dentistas/Mestres em Ciências/Consultoras de Biossegurança Biosseg e Kavo

Matheus Barros de Paiva (Estudante)

Matheus Paiva concordo com os colegas anteriores ! É de fundamental importância divulgar esse tipo de informação !

27 de Abr. de 2011 às 12:22

Dra. Caroline Drummond Japhet (Cirurgiã Buco Maxilo Facial)

Dra. Caroline Drummond Bem legal divulgar a informação, pq tudo hj é diagnosticado como rotavirus, quando se tem febre , mal estar dores no corpo e manchas!!

20 de Abr. de 2011 às 08:43

Mariana de Oliveira Castro (Estudante)

Mariana Castro muito bom mesmo...

12 de Abr. de 2011 às 20:13

Douglas Gomes Girotti (Estudante)

Douglas Girotti Muito bom =)

7 de Abr. de 2011 às 21:12

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